"E ainda hoje posso recordar o som do malho sobre o ferro em brasa"

 

fundador cutelaria martins finalQuando João Serra escreveu as "Crónicas dos anos 50/60" de onde se retirou este excerto, mal podíamos imaginar que essa sonoridade, estava para muitos de nós a ser perpetuada, na recôndita aldeia de Palaçoulo por um jovem transmontano.

O malho, o ferro, e a bigorna, figuras maiores de uma forja, foram para José Maria Martins, durante um longo período de tempo, fieis companheiros de alvorada.

 Nasceu a 31 de Maio de 1930, no seio de uma família de origens humildes mas apojada de valores. O seu espirito empreendedor e a sua capacidade combativa, conduziram-no para uma vida de conquistas e partilha.

 Em 5 de junho de 1954 obtêm na Escola de Medicina Veterinária de Lisboa a carta de Ferrador e regressa á terra Natal para abraçar essa nobre profissão.

De forma a combater a sazonalidade, característica da atividade de ferrador, começa a fabricar nos tempos livres artigos de cutelaria, que na época destinava aos Agricultores.

Com o passar dos anos e com a mecanização da agricultura, José Maria Martins dedica-se em exclusivo á atividade Cuteleira, empresta o nome á marca e cria uma unidade de produção, que ao longo dos tempos, tem levado os seus artigos aos 4 cantos do mundo.

Faleceu em 7 de abril de 2016 deixando como principal legado os valores que outrora herdara: simplicidade, lealdade e congruência, que escolheu também como lema de vida.